Sou paciente, as vezes impaciente, quase beirando a histeria, mas sem uso de medicação.
Toda noite tomo chá comigo, lá em cima do telhado, dentro de uma estrela num céu vazio. As vezes chegam pessoas e tomam chá comigo. Eles falam muito. Tem um que só fala de amor, esse fala bonito, parece poeta. Comecei a delirar quando uma vez que subi lá dentro, o céu estava diferente, cheio de estrelinhas piscando para mim, fiquei tão encantada que derrubei algumas telhas, mas antes de cair, apareceu um arco-íris por onde escorreguei e fui cair no meio do nada. Mas não sei que lugar é esse. Só sei que lá tem um jardim bonito, onde tem outros delírios, do terraço a gente pode ver: os loucos, os gatos e as borboletas variando. Tem uma mesa onde a gente toma o chá. Quando acaba a reunião, fico doida para saber:
Que instinto é esse que voa do meu travesseiro para dentro do meu estômago? É ele que me perturba!
Eu quero saber, preciso saber!
Será que Freud pode me responder?!