Quantos segredos guardam o silêncio, Freud, os mistérios que não podemos explicar. Eu não consigo explicar nem a mim mesmo. Sabe, Freud, quando releio meus textos nem parecem ter sido escritos por mim, alguns nem eu mesmo consigo entender. De onde vêm essas idéias, Freud? Eu não sei, mas lembro bem quando as encontrei e sinto muita vontade de voltar lá no mesmo lugar, pois foi lá onde me perdi de mim. Foi lá onde achei Platão que deixei alguma conexão de mim comigo mesma. Caro, Freud, se você me encontrar por aí, ou encontrar qualquer parte minha, por favor, devolva-me, ou me mande uma carta avisando que eu vou me buscar.