Feeds:
Posts
Comentários

Oi Freud,

Tenho um sonho recorrente, acho que venho tendo esse tipo de sonho a 1 ano mais ou menos, ele me perturba por ser um sonho repetitivo e com meus filhos. Antes era só com meu primeiro filho, mas agora venho tendo este sonho também com minha filha. São várias situações onde eles sempre estão se afogando, nos primeiros sonhos com meu filho, eu sempre tentava salvá-lo, sonhei ele se afogando no mar mais de uma vez, depois dentro de uma banheira, eu sempre indo salvá-lo. No último sonho sobre esse tema, foi mais estranho: Eu estava indo passar férias, ou algum feriado, em algum lugar, eu, meu marido e meus dois filhos. Uma pessoa no sonho pede para ficarmos na sua casa, uma casa completamente vazia, sem móveis, parecia abandonada, uma casa grande. Então, num momento fico sabendo que meus filhos se afogaram porque no quarto que eles estavam se encheu de água, então vou atrás dos dois, eles estão vivos, mas estão em mal estado por conta do afogamento. Freud, esse sonho vem me perturbando há algum tempo, no começo, sempre ficava preocupada com meu filho, mandava ele ficar longe de piscina, praia, depois fiquei sem ter esse sonho, esqueci, mas agora ele voltou. Preciso entender esse sonho, por que esse sonho, por que afogamento, o que significa, será o medo de perder meus filhos? mas se for isso, por que sempre o afogamento?Sabe, Freud, acho que vou mudar de psicanalista, meus sonhos estão cada vez mais confusos, mais complexos, mais distantes da minha realidade, mais entrigantes, preciso entendê-los. Por que os artistas, por que não consigo mais ver pessoas conhecidas, da minha família, pessoas do meu convívio, por que estes sonhos recorrentes, o que eles querem dizer. Vou fazer com você, o que as pessoas que querem se casar fazem com stº antônio quando ele não atende os pedidos, vou te colocar de cabeça para baixo.  Sabe, Freud, acho que você foi muito bom para sua época, de repressão sexual, até valeu por abrir os olhos para a importância dos sonhos, do inconsciente, mas  e agora na minha época? quem pode me explicar?!

Oi Freud,

As coisas no meu inconsciente estão me deixando perturbada, estava muito bom para ser definitivo. Pensei que iria ficar naquele mar de rosas…mas voltaram os sonhos perturbadores, aqueles que não entendo nada. Não sinto feliz, nem triste, mas me perturbam porque eu não entendo, não vejo relação com nada. Tive um sonho com o ator Tiago lacerda, pode??  No sonho ele me falava alguma coisa que não me lembro nada, só lembro que no final do que ele dizia ele falou: “Isso é exoneração”. Essa palavra ficou ecoando na minha cabeça, até eu acordar e procurar o sentido dela, que no final não fez sentido algum. Depois que ele falou isso, foi embora e caiu uma gota de sangue. Acho que ele estava bêbado, sei lá. Ontem sonhei com uma escola, como se tivesse voltado aos meus tempos de escola. Não quero mais sonhos que não entendo, Freud, claro que nenhum deles eu entendo, mas o que eu não quero são sonhos que me entrigam, me deixam assim meio perturbada sem saber o que significam, e ao mesmo tempo querendo muito saber o que significam. Não quero mais sonhar com pessoas estranhas, nem com artistas, não gosto de sonhar com artistas, Freud, é como se esses esstranhos estivessem invadindo minha vida, meu inconsciente, eu detesto dividir minha vida com estranhos. Pode ser que os sonhos não digam nada importante, mas não quero estranhos compartilhando coisas minhas, que eu nem mesmo sei a importância delas, e se for algo importante? O que esses estranhos têm a ver com isso? Sabe, Freud, comprei um livro sobre interpretação de sonhos de Artemidoro, sei lá porque comprei esse livro acho que porque meus sonhos estão me tirando o sono! Mas sabe, Freud, exceto pelo fato de que o livro parece explicar sobre os sonhos, as interpretações de alguns sonhos que nele fala não vão me servir de nada, eu nem vivo na época da Grécia, e a gente sabe que esse negócio de interpretação em forma de dicionário, ou seja, sonhar com isso significa aquilo, isso eu não acredito, não acredito em tabuada dos sonhos. Pelo que já pude ler no livro, parece que ele foi muito importante para você, na publicação das suas idéias, não é mesmo? mas, Freud, você  poderia ter me indicado um livro mais atual sobre esse assunto, por que não o seu? Será que você mudou de idéia sobre algo que escreveu? Hum…Freud, vou ler o livro com atenção e tirar minhas conclusões.

framework

Oi Freud,

Como estão as coisas por aí? Aqui estou envolta a revelações ocultas…sabe quando você esconde um objeto embaixo do lençol? Você consegue identificar alguma coisa, alguma forma, mas não consegue descrevê-la com clareza. E isso, Freud, por causa de sonhos…Meus sonhos, Freud…Não consigo mais entendê-los, é como se eles tivessem agora uma explicação além do que minha cabeça consegue alcançar, eu corro atrás agora daquilo que o vento levou a uma altura que não consigo mais chegar, mas quando falo de altura, não necessariamente quero dizer alturas celestiais, ou sonhos de dimensões divinas, ou espirituais, porque simplesmente não sei. A única coisa que sei ou que sinto é que os sonhos me fazem sentir depois que desperto como se tivesse tido revelações, ou ter ido em outra dimensão, ou sei lá como se explica, como se eles me fizessem ter comprensões de coisas que eu acordada não consigo compreender, mas sempre ao acordar continuo sentindo a experiência, sinto-me as vezes eufórica, e nem mesmo sei porque. Hoje mesmo me perguntaram se vi passarinho verde, mas eu não lembro de ter visto passarinho nenhum no sonho, mas me senti feliz…como se tivesse ganho um presente, e nem mesmo sei se o desembrulhei, porque não lembro ou lembro vagamente. Sabe, Freud, quando eu chegar aí no além, mesmo que a gente não viva em lugares próximos, vou aí te visitar, só para agradecer sua amizade, seu ouvido aberto. Será, Freud, que a gente pode se encontrar nos meus sonhos, sentar em um banco naquele jardim de lírios?  Eu quero sentar muitas vezes com você lá, quero aprender com você também, você sabe que meu xodó é Platão, nunca mais vou esquecer Platão, se guardo o nome dele é porque tudo que é especial pra mim está na minha caixa preta, mas vou querer conversar muitas vezes contigo, quero aprender sobre os sonhos também e sei que isso significa te ouvir também.   Agora vou dormir, todo dia espero ansiosa pela hora de dormir e sonhar, porque os sonhos, Freud, podem ter significados diversos, desde os mais pessoais ou individuais até transcendentais, vai saber…mas uma coisa que eu acredito é que quando os sonhos nos fazem felizes é porque os significados deles já não fazem a menor importância, que sentido teria interpretar o que nos faz felizes? Basta sentir e viver. Talvez agora meu inconsciente seja o paraíso, é um lugar bom de ir, então deixa eu ir…Té mais!

Divagando

Oi Freud,

Quanto tempo hein? Estava distraída lendo o livro ” A cabana”, sabe que me identifiquei um pouco com a história. Não converso com Deus como o personagem principal do livro, aliás conversar eu converso, só não consigo vê-lo. Mas converso com você, que não é Deus, mas  vive aí no Além.  Sabe, Freud, muita coisa não te conto porque você não entenderia, com certeza você tentaria dá uma explicação fundamentada nas suas teorias, que eu não concordo totalmente, você sabe…E se você me pergunta porque ainda me consulto com você, eu te digo:  Freud, a gente é amigo já tem algum tempo, eu me consulto com você, devo algumas sessões, uso esse seu divã meia-bomba, mas ele é o único que me cabe, ou cabe minhas idéias, além do mais tenho um carinho por você, como se você fizesse parte da minha vida. Um dia quem sabe a gente não se encontra e aí te dou um abraço, mas espero que você não venha me cobrar mais nada, e aí sim, vou te contar umas coisas que eu guardo numa caixa preta.

Vagando

Freud, Freud, Freud…
Estou com saudade de tu, não sei, quem sabe sonhar com um disco voador, ou um unicórnio cor-de-rosa a espalhar cheiro de jasmim pelo espaço. Ou talvez, Freud, um sonho contando-te outro sonho que sonhei um dia desses, há muito tempo atrás, ontem? hoje? Quem sabe do tempo…Saudade é uma filha do tempo, bastarda talvez, largada pela mãe num cesto de palha, enrolada numa manta verde, provavelmente foi deixada na porta de uma casa vazia, num dia chuvoso quando um suspiro bateu de dentro e acordou o pensamento fruto do amor, que não tinha gosto de maçã ou tinha, ou teria o sabor de amora.
Então, Freud, qual o dia agnóstico dos meus sonhos que povoam minha mente, sem mentir nenhum detalhe que falam minhas verdades?

o calo

Oi Freud,  estive pensando sobre um detalhe que vai tocar no seu calo. A libido não pode concentrar apenas os desejos sexuais, eu tenho certeza de que o ser humano é movido por outro desejo, um desejo existencial. Nesse caso, se  for a libido a tratar somente do desejo sexual, no inconsciente deve existir outro setor para concentrar esse outro tipo de desejo que move os seres humanos.
Aí amigo, Freud, voltamos ao impasse de séculos atrás, existiria o que seu amigo chamou de self. Sabe, Freud, acho que andei em círculo e pisei no seu pé novamente. Quem sabe não é como um espiral, um círculo dentro de outro, dentro de outro, inconsciente, libido e self. Vai saber, Freud, mas o desenho não importa muito pra mim, o que acho mesmo é que os desejos e o Tempo são mesmo os atuantes no inconsciente, e um desperta o outro.

Desejos

oi Freud,

hoje vamos falar sobre sua teoria de que os os sonhos são desejos no innconsciente. Então escuta a minha: Nossos desejos é o que nos impulsiona em nossa vida, tomamos atitudes, ou nossas escolhas são feitas partindo daquilo que desejamos, não é verdade? Por exemplo, casamento, profissão, ir a um lugar, ser assim ou assado, enfim…seria como se nossa vida fosse uma caverna onde nosso desejo vai escavando e formando os caminhos por onde vamos seguindo, onde a caverna é a massa de Tempo. Então, ao longo do Tempo, nossa vida tem os caminhos que traçamos pulsionados pelos desejos, reprimidos ou não, eles nos fazem avançar. Sendo nosso inconsciente uma massa de Tempo, poderiamos dizer, no caso de só existir a libido como uma ferramenta de pulsão, que a libido carrega nossos desejos, mas também nos dá a noção de Tempo, já que é ela que “escava” essa grande massa. Pois é ela que “enxerga”, tem contato com esta massa. Desculpa, Freud, se não me faço entender, é difícil colocar no papel essas idéias que eu não tenho muito conhecimento sobre o assunto.  Mas em resumo, os sonhos nesse caso devem ser sobre os desejos no inconsciente, mas também as descobertas, ou as visões nessa escavação, dessa massa de Tempo, claro que visões simbólicas, ou em imagens inconscientes, sei lá. Sabe, Freud, eu tento entender meus sonhos e não consigo ver sentido neles como simples desejos do inconsciente, isso não faz sentido pra mim, não dá sentido a eles, e com tudo que já vi, li, escrevi, experimentei, senti e sinto, só meu pensamento formado de tudo isso é que consegue me dá algum sentido.

Oi de novo, Freud, dessa vez não vou escrever tanto, porque já não lembro mais, mas essencialmente eu havia lhe dito que estou lendo sobre os sonhos, porque estou querendo entender  de onde vem os sonhos. Nos últimos tempos (?) tenho tido sonhos meio místicos, sonhei com gurus indianos e mandala, sonhei com seres de cérebros luminosos que falavam no meu ouvido, que parecia falar em voz alta no quarto, sonhei voar e sentir o vôo como se estivesse consciente  na pele  de um pássaro ou ter asas, e no último sonho, mais precisamente ontem, sonhei com anjos que novamente me levaram para voar e senti a sensação boa do vôo. Neste último, eu observava a ação dos anjos, junto com eles, numa cena eles levavam uma mulher que acabava de morrer e resistia a ir embora com eles, acho que por medo, e eu observando com os anjos dizia a eles que eu não teria medo de ir e  voar com eles, então eles me levavam para voar, foi muito bom voar de novo…Então, Freud, de onde vem os sonhos? Que parte do meu cérebro estaria ativada durante o dia que me fizesse ter esse sonho? Essa teoria não faz nenhum sentido para mim…E repetindo o final do post apagado, se eu descobrisse que os sonhos são algo físico, biológico, pura atividade cerebral, ou se for algo relacionado apenas ao desejo, eu prefiro um tiro a queima-roupa. Eu nunca desejei voar, Freud!! E por que os anjos? Eu poderia sonhar que sou uma andorinha, não poderia? E por favor, eu não acho que sou anjo, nem santa, nem divina. Me explica, Freud!!! Ah!! Lembri do início do outro post, como eu disse estou lendo sobre os sonhos, vi seu nome citado em diversos textos que li, bateu uma saudade de você,  isso me motivou a vir postar… Será que isso compensa as críticas ao seu divã de molas soltas?!

Sabe, Freud, tá difícil nossa comunicação, é a segunda vez que escrevo um texto imenso, publico e quando vou ver no blog, está tudo em branco…o que está havendo? Você está apagando meus textos, Freud?Estou devendo? Será que é porque reclamei do seu divã?E  agora como vou lembrar tudo que escrevi aí neste post sobre “sonhos”? Ou, Freud, faz isso não, dá um desconto! Agora quando você apagar vou deixar do mesmo jeito, só com o título e em branco, como você preferir, o primeiro eu deletei por entender que se não estava o conteúdo eu deveria tirar a postagem, mas agora vou deixar como você quiser. Passar bem.

Sonhos

Postagens Antigas »